Os líderes de tecnologia, em algum momento, irão se deparar com uma inundação de cloud computing, trazida pelo marketing dos fornecedores, novos serviços e mesmo por questionamentos partidos dos CEOs querendo entender a “estratégia para nuvem”. Muito dessa amostragem está centrado no tipo de serviço de computação cobrada por hora como os ofertados pela Amazon.com e outros vendedores, mas grande parte das empresas está apenas começando a ponderar essa questão.
Entre todas as aspirações, algumas têm notado o poder e a força que software como serviço (SaaS, da sigla em inglês) tem ganhado. O impacto que SaaS terá nas organizações de TI será profundo, assim como também será para os gestores, desta forma, é preciso atestar se nossas empresas estão prontas para isso.
Embora a modalidade como serviço deixa a parte de instalação e manutenção nas mãos do provedor do serviço, fazendo com que recursos sobrem para outros projetos, a TI fica destacada para dar cabo de outros assuntos como segurança de dados, compliance e disponibilidade. Aplicativos SaaS não são algo apenas bom de ter. Pelo menos três terços das companhias que utilizam software como serviço consideram essas aplicações extremamente ou criticamente importantes para suas organizações; pelo menos é o que mostra o levantamento InformationWeek Analytics, que ouviu 281 responsáveis pela tecnologia, incluindo 131 que já adotaram o modelo. Pelo menos um terço descreveu suas aplicações SaaS como missão crítica.
Apesar da importância, muitos líderes de TI tratam SaaS como algo sazonal. Entre os que já utilizam esse formato em suas infraestruturas, 59% acredita tratar-se de um ponto de solução tática, enquanto apenas 32% considera SaaS como parte da estratégia de longo prazo. Os CIOs terão mais do software as a service quando colocá-lo como parte da arquitetura corporativa.
Por que SaaS é necessário? A principal razão citada por 37% dos usuários de software como serviço foi a rapidez na implementação. Como as companhias estão saindo da recessão, e com demandas para novas possibilidade e em muitos casos uma equipe de TI mais enxuta, esse fator poderia ser apresentado como o mais importante. Velocidade de implantação é seguida de economia de recursos, citada por 28% dos entrevistados. Em terceiro lugar veio economia com despesas operacionais, levantada por 25%.
SaaS não é algo universal. Mas para cerca de 47% dos nossos entrevistados que utilizam essa modalidade, software as a service tem sido útil para muito além de automação da força de vendas e CRM. Recursos humanos, web presence, e-mail, service desk, colaboração, finanças e aplicativos de backup são usados por ao menos um quarto dos clientes de SaaS. Na minha empresa, Fusion PPT, usamos SaaS para 100% de nossas aplicações corporativas. Passando por billing, time sheet, gerenciamento de pipeline de vendas e e-mail não somos donos de um único servidor ou licença de software.
Outro benefício, que crescerá muito em importância, é a demanda dos empregados por mobilidade. Software como serviço forçará as organizações de TI a disponibilizarem mais aplicativos de forma segura para acesso fora do ambiente corporativo, podendo ser via escritório remoto, na rodovia, por meio de um smartphone ou de um PC em casa. A demanda por acesso remoto poderá ultrapassar a habilidade da TI em entregar aplicativos para uma variedade de plataformas. Para aplicativos baseado em navegadores, acesso móvel é o nome do desafio.
Para metade dos participantes da pesquisa que não aderiu ao SaaS, segurança surge como uma das principais barreiras: 39% citou como maior obstáculo. No entanto, uma boa parcela se baseou no fato de não conhecer muito sobre a modalidade. Talvez, essa febre em torno de computação em nuvem tenha deixado para trás a necessidade de explicar mais sobre o simples SaaS.
Fonte: IT Web





