Quando ouve-se falar sobre a criação de leis contra “crimes virtuais”, tem-se a impressão de que a internet é um local sem lei, sem ordem e sem regras. Isso nem sempre é verdade. Existem entidades e pessoas que trabalham para que a internet seja um local extremamente agradável, buscando tirar o máximo de proveito da web, seja como indivíduo ou como empresa.
Uma destas organizações é chamada de W3C (World Wide Web Consortium), composta por pessoas que procuram formas de deixar a web mais acessível. Desta entidade também partem os esforços para se criar um padrão na web. Esse padrão dita como os documentos devem ser criados e formatados, como usar as propriedades corretas para que a web não seja de alguns apenas, mas de todos, buscando sempre a acessibilidade.
Desta nobre entidade que busca o melhor comum, surgiu a idéia de que não apenas documentos, ou seja, textos, sejam encontrados na web, mas todo e qualquer tipo de conteúdo (ou “coisa”). Essa idéia leva o nome de Linked Data (dados conectados). Seu funcionamento assemelha-se ao que temos hoje, as URLs. Cada site / texto tem sua própria URL. Neste novo movimento, as coisas teriam sua URI – Universal Resource Identifiers, ou seja, cada objeto que esteja acessível pela web, como um livro, ou até mesmo um autor de livros teria sua própria URI, assim como os sites tem hoje sua URL.
Não precisamos saber onde está, mas sim “o que” está. Precisamos saber o que queremos. Como exemplo, se for ao google e pesquisa Operating System Tanebaum será retornado vários endereços web de TEXTO sobre este critério. Com as URIs, seria retornado o livro Operating System, ou as várias versões deste exemplar. Imagine como você poderia explorar essa nova forma de encontrar as coisas na web.
E se esse padrão fosse usado em TI, mais precisamente em BI? Um novo universo se abre, onde mais informações estariam disponíveis para analise e coleta. Tente imaginar todo o potencial que as empresas podem ter ao se adequarem para isto. Novas formas de o cliente chegar até seus produtos e serviços, novas formas da empresa coletar informações.
Seria o fim do data warehouse? Quem sabe, mas o que importa mesmo é estar atento para essa e outras mudanças. Quando a internet estourou, as empresas que estavam atentas às mudanças logo estavam na web e tiveram acesso à “globalização” antes das outras. Quem sabe essa forma de conteúdo veio para renovar a globalização, assim como a web se renovou e tornou-se “colaborativa”, tendo como jargão o termo web 2.0. Será o nascimento da Globalização 2.0? Pense nisso!





